quarta-feira, 21 de maio de 2014
Revista Gavagai – Revista Interdisciplinar de Humanidades
Gavagai – Revista Interdisciplinar de Humanidades é um periódico publicado pelo Grupo de Trabalho para a Criação do Mestrado Interdisciplinar em Ciências Humanas da Universidade Federal da Fronteira Sul, campus Erechim, criado em 2013. Com periodicidade semestral, o objetivo da revista é a divulgação de trabalhos inéditos, de caráter teórico ou aplicado, dos diversos campos que se ocupam, interdisciplinarmente, das ciências humanas e de suas diferentes abordagens. Gavagai publica contribuições de colaboradores do Brasil e do exterior que estejam escritas em português.
CHAMADAS ABERTAS
Está aberta a chamada para o número 2 de Gavagai.
Prazo de submissão: 15 maio a 5 set. 2014.
Envio dos originais: exclusivamente para o endereço <gavagai@gavagai.com.br>.
Data provável de publicação: dez. 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
I CONGRESSO LUSÓFONO «Religiões e Espiritualidades – Culturas e Identidades» Religiões, Humanidades, Sociedades
I CONGRESSO LUSÓFONO
9 A 13 DE MAIO DE 2015
«Religiões e Espiritualidades – Culturas e Identidades»
Religiões, Humanidades, Sociedades
Apresentação

Este importante acontecimento internacional é uma iniciativa conjunta lançada pelos programas de pós-graduação da Universidade Lusófona de Lisboa, da Universidade Federal Juíz de Fora, da Universidade Estadual do Pará, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Brasil, e da Université du Québec à Montréal, Canadá.
O I Congresso Lusófono «Religiões e Espiritualidades – Culturas e Identidades» é um evento científico internacional que reúne o melhor da dinâmica de investigação dos países falantes de português, ou de departamentos universitários de outros países, que estudem as realidades religiosas dos espaços lusófonos.
Com especial ênfase no Brasil, mas também em Portugal, Angola e Moçambique, a multiplicidade religiosa, veio dar nas últimas décadas novas dimensões ao estudo sobre o Fenómeno Religioso. Fenómeno que na Lusofonia inclui todo o globo terrestre para onde estas populações se deslocam, plena imagem do que é, de facto, a globalização com todas as suas redes, e desafios.
Nesta primeira edição internacional, o tema escolhido para o congresso centra-se nas dimensões e na multiplicidade das dinâmicas dos grupos humanos, das sociedades.
Site do evento - http://clre.ulusofona.pt/apresentacao/
terça-feira, 22 de abril de 2014
Convocatoria - Recepción de artículos/notas breves/reseñas
Estimados colaboradores y lectores:
Desde el 1° de abril al 1° de julio de 2014 se encuentra abierta la recepción on line de
artículos, notas breves y reseñas (de libros y tesis de posgrado) para
los números de 2015/2016 de la Revista Sociedad y Religión.
- Para el envío de su colaboración, siga los siguientes pasos:
1) Ingrese al sitio:
2) Diríjase a la solapa “registro” y cree un
usuario. Para enviar una colaboración debe registrarse como “autor”,
sino puede hacerlo sólo como “lector”. Llene todo el formulario y espere
el mail de confirmación.
3)
Una vez que tenga una cuenta, inicie sesión en el sitio de la revista y
seleccione la función “autor” y cargue el archivo (solo el texto).
4) Luego, cargue los metadatos de su artículo (nombre del autor, pertenencia institucional, semblanza curricular, etc.)
5) Verifique los datos cargados y confirme el envío.
- Para el seguimiento de su colaboración durante el proceso de revisión, evaluación y edición debe
iniciar sesión en el sitio de la revista, seleccionar la función
"Autor" y pulsar en el título que aparece como enlace para acceder al
historial de su artículo.
- Normas editoriales de la Revista disponibles en el sitio de la Revista.
Por más información escríbanos a:
revistasociedadyreligion@gmail.com (nuevo y único correo)
Síganos en Facebook: “Revista Sociedad y Religión del Ceil-Conicet” y en Twitter:@Revista_SyR
Sociedad y Religión es
una publicación semestral del Programa Sociedad, Cultura y Religión del
Centro de Estudios e Investigaciones Laborales (CEIL) dependiente del
CONICET, Argentina. Desde la perspectiva de las Ciencias Sociales busca
comunicar y difundir estudios sobre la religión en América Latina.
Publica artículos sobre investigaciones empíricas, estudios
comparativos, reflexiones teóricas; además de comentarios bibliográficos
y de tesis de posgrado. La revista fue fundada en 1985 y está
auspiciada por la Asociación de Cientistas Sociales de la Religión del
Mercosur. Desde 2009 está incluida en el Núcleo Básico de Revistas
Científicas Argentinas y está indexada en SCIELO, LATINDEX, DIALNET y
REDALYC.
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Nova edição da RBHR - Facetas do Tradicionalismo Católico
Prezados colegas,
apresentamos a nova plataforma da Revista Brasileira de História das Religiões (RBHR) bem como a edição de maio/2013 dedicada à temática do tradicionalismo católico no Brasil.
Em razão da mudança de sistema o número está sendo publicado com atraso, todavia, estamos organizando para que o mais breve possível tenhamos todos os números em atraso publicados. Pedimos desculpas pelo atraso e nos colocamos à disposição para esclarecimentos.
Solicitamos a divulgação dessa edição bem como do novo sistema de envios de artigos, que só será aceita via site http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RbhrAnpuh/index
ps. Em caso de problemas de acesso favor informar pelo email gizezanotto@yahoo.com.br.
Att.
Gizele, Solange e Vanda
apresentamos a nova plataforma da Revista Brasileira de História das Religiões (RBHR) bem como a edição de maio/2013 dedicada à temática do tradicionalismo católico no Brasil.
Em razão da mudança de sistema o número está sendo publicado com atraso, todavia, estamos organizando para que o mais breve possível tenhamos todos os números em atraso publicados. Pedimos desculpas pelo atraso e nos colocamos à disposição para esclarecimentos.
Solicitamos a divulgação dessa edição bem como do novo sistema de envios de artigos, que só será aceita via site http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/RbhrAnpuh/index
ps. Em caso de problemas de acesso favor informar pelo email gizezanotto@yahoo.com.br.
Att.
Gizele, Solange e Vanda
sexta-feira, 4 de abril de 2014
A Igreja Católica e a Ditadura Militar
A Rede | Ponta Grossa | 04/04/2014 às 11:19h
Profª. Drª. Rosângela Wosiack Zulian
Professora Adjunta do Depto. de História/UEPG
Professor do Mestrado em História, Cultura e Identidades/UEPG
Carlos Rodrigues Brandão, ao pensar o campo religioso, diz que não deve haver no Brasil outro sistema de relações sociais com a multiplicidade de tramas e teias de trocas, alianças e conflitos que são a estrutura e o dilema constitutivos da Igreja católica. Nela convivem, no espaço e no tempo, praticamente todas as modalidades de realização da religião como experiência e significação do mundo e da própria vida social.
Instituição complexa e heterogênea, com suas divisões e tensões internas, em seu interior se cruzam diferentes tendências relacionadas com a diversidade social, política, cultural e espiritual da sociedade mais ampla. Assim, alguém que faz parte de uma pastoral comprometida com lutas sociais, como a Comissão da Pastoral da Terra (CPT) tem uma prática, opções e discursos distintos de um membro de Opus Dei. Não obstante, ambos integram a mesma instituição.
A instituição católica no Brasil não pode ser entendida fora do contexto político-religioso do final dos anos 50 e início dos anos 60 do século XX. A liberdade política da época foi favorável à emergência de grupos que representaram novas demandas sociais, consentâneas ao aggiornamentodo pontificado de João XXIII. .
O golpe militar que, em 1964 instaurou o Regime de Segurança Nacional, levou a Igreja a frear seu processo de renovação interna, em que parte da instituição buscou colaborar com os novos ocupantes do poder público. Em 31 de março de 1964 os bispos do Paraná publicaram seu primeiro pronunciamento conjunto e de impacto, o “Manifesto do Episcopado Paranaense” sobre a crise instaurada no país. Bastante semelhante ao Manifesto dos Bispos do Brasil publicado em 29 de maio de 1964, expressava as representações do comunismo e sua mazelas, os assaltos à ordem estabelecida e toda a fragilidade a que se expunha a instituição no momento. Mais que resistir às mudanças que se avizinhavam a Igreja simultaneamente condenava o comunismo “intrinsecamente mau” e o capitalismo “egoísta e indiferente à sorte dos pobres” entendendo-se uma terceira via, sem entender inteiramente que tinha apoiado um golpe ditatorial e suas decorrências: O sentimento anticomunista de boa parte da Igreja nacional expressou-se em nexos discursivos em que o temor por mudanças das classes médias brasileiras compunha com os altos interesses do capital americano.
Em Ponta Grossa, como no Brasil, as lutas de representações que a sociedade ainda trava em torno de sua participação do regime de exceção, sugerem os caminhos silenciosos da construção da memória de grupos comprometidos com o regime. A organização de um consenso possível foi e é um elemento que compõe uma determinada cultura política que possibilitou que a ditadura se sustentasse. Evidencia, ainda, a permanência de determinados valores, como o medo real do comunismo e seu potencial de destruição de instituições centrais e responsáveis pela organização do cotidiano: a família, a religião, a pátria, a democracia. O regime instaurado em 1964 pode contar com a identificação e a participação de segmentos significativos da sociedade local os quais partilharam e partilham muitos de seus valores.
Porém, nos vinte anos seguintes do regime militar (1964-1985), quando se fecharam no país lugares de articulação política, sindical e social, a Igreja foi um espaço de relativa liberdade de organização e de ação. A CNBB e alguns bispos foram, o que se chamou depois, “a voz dos sem voz”. Nesses anos surgiram a Comissão da Pastoral da Terra (CPT) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) e se desenvolveram a Pastoral Operária e as Pastorais da Juventude.
Na contramão de sua postura em 1964, a CNBB, no último dia 27 de março, na pessoa de D. Leonardo Steiner, secretário-geral da entidade, participou do ato de lançamento da declaração pública “Compromisso coletivo pela democracia – Brasil: ditadura nunca mais”, na sede das Pontifícias Obras Missionárias.
O documento proposto pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), do qual a Igreja Católica é membro, e em parceria com outras organizações, faz memória aos 50 anos do golpe militar e destaca a atuação das igrejas cristãs na luta pela plena democracia e garantia dos direitos humanos. Salienta o texto que grupos ligados às Igrejas, em conjunto com os movimentos sociais, foram imprescindíveis para a superação do período. A mobilização do movimento ecumênico com o apoio do Conselho Mundial de Igrejas na denúncia e registro de crimes de tortura resultou no “Projeto Brasil: Nunca Mais”, obra corajosa e de denúncia, assumida por um membro interno da Igreja, D. Paulo Evaristo Arns.
Fonte: A rede
Concurso para Jovens Pesquisadores da Associação de Cientistas Sociais da Religião do Mercosul (ACSRM) 2014
O
concurso tem como objetivo incentivar jovens pesquisadores, estudantes
de mestrado ou doutorado, a propor e investigar questões relativas aos
fenômenos religiosos na América Latina, a partir das Ciências Sociais,
incentivando sua criatividade e seu espírito crítico.
O
prêmio consiste em um auxílio financeiro para participar de um evento –
a ocorrer em Buenos Aires, nos dias 21 e 22 de outubro de 2014 – no
qual os resultados de pesquisas em andamento serão debatidos. Visamos
com isso contribuir para o desenvolvimento dessas pesquisas oferecendo
um quadro coletivo para sua elaboração e discussão, com a participação
de pesquisadores consolidados como comentaristas. Espera-se que os
textos derivados dessas pesquisas sejam publicados no periódico
científico da ACSRM – Ciencias Sociales y Religión / Ciências Sociais e Religião, caso aprovados nos devidos trâmites de avaliação.
As
Jornadas sobre Alternativas Religiosas na América Latina – principal
evento da ACSRM – atraem sobretudo participantes da Argentina e do
Brasil. Como forma de incentivar a diversidade de origens dos
pesquisadores, será dada preferência a pessoas que vivam em outros
países da América Latina. A Associação de Cientistas Sociais da Religião
do Mercosul reserva o valor correspondente a US$ 2,000 (dois mil
dólares) para distribuir entre os quatro candidatos melhores
classificados. Os valores que serão atribuídos a cada ganhador
dependerão de seus locais de origem, destinando-se maiores recursos a
pesquisadores que vivam em cidades mais distantes em relação a Buenos
Aires.
sábado, 29 de março de 2014
II Congresso Internacional da Faculdades EST
Sob o tema amplo “Religião, mídia e cultura”, o II Congresso Internacional da Faculdades EST pretende refletir a partir das diferentes áreas do conhecimento e, em especial da Teologia, sobre o papel da religião na cultura, assim como sobre o papel da cultura na religião, a partir do contexto latino-americano e brasileiro, nossos dramas e nossas paixões.

No meu país posso detectar a existência de dois impulsos importantes para a compreensão de cultura. O primeiro é o que se poderia chamar de apolíneo. Este depende principalmente da razão, da ordem, da medida, da correção e quase sempre da simetria. Neste sentido a cultura é o que aprendemos nas escolas, na família, nas igrejas por meio de estudo, pesquisa e experimentação transformados num corpo de conhecimento e de doutrinas... [...] Mas há outro impulso cultural muito forte no Brasil. Trata-se do impulso dionisíaco. Este nível de cultura expressa-se principalmente nas classes populares e se relaciona muito mais com as emoções do que com o intelecto. É visível em festivais populares como carnaval, procissões religiosas, partidas de futebol, cultos pentecostais e carismáticos e terreiros das religiões de origem africana. Tais eventos dão ênfase à imaginação, à dança, à fantasia e à música.[1]
[1] MARASCHIN, Jaci. Da leveza e de beleza: liturgia na pós-modernidade. São Paulo: ASTE, 2010. p. 20-21.
[1] MARASCHIN, Jaci. Da leveza e de beleza: liturgia na pós-modernidade. São Paulo: ASTE, 2010. p. 20-21.
Sob o tema amplo “Religião, mídia e cultura”, o II Congresso Internacional da Faculdades EST pretende refletir a partir das diferentes áreas do conhecimento e, em especial da Teologia, sobre o papel da religião na cultura, assim como sobre o papel da cultura na religião, a partir do contexto latino-americano e brasileiro, nossos dramas e nossas paixões. Em especial, queremos olhar esta relação a partir do chamado fenômeno da midiatização da cultura, entendendo a mídia, mais do que mero meio, como mensagem (McLuhan), simulacro e simulação (Baudrillard) do que pressupomos ser a realidade. Em que medida a cultura e a mídia são hoje também uma expressão religiosa? Em que medida a mídia influencia o campo religioso e as suas tradições? O que está embutido nestas relações todas?
Sabemos que esta relação não é uma relação neutra e despretensiosa. Nunca foi. Há claros interesses de toda ordem, principalmente política, econômica, social e religiosa, que determinam as condições e os impactos da relação. Ao mesmo tempo, nos meandros e nas brechas da relação, algo acontece e espaços de resistência podem ser pensados e articulados.
Tomemos como exemplo o evento da Copa da FIFA, no Brasil, que tem o elemento cultural do futebol, e que a mídia diz ser uma paixão brasileira. Em que medida o próprio futebol não se caracterizaria como uma expressão religiosa e, em que medida, a controvertida Copa do Mundo não estaria assumindo aspectos do religioso? O mesmo zelo, esforço e investimento empreendido na construção dos grandes templos medievais, no passado, são usados hoje na construção de arenas e estádios de futebol, por exemplo. Se estas suspeitas empíricas se confirmam, qual seria o impacto deste fenômeno nas religiões institucionalizadas, como a Igreja? O que tem a Teologia, enquanto voz profética, a ver com o futebol, com a Copa do Mundo e tudo o que circula em torno deste evento esportivo, cultural e midiático, mas também comercial e político?
Uma outra questão que o tema carrega. Pensar a religião na interface com a cultura e a mídia, como fenômeno cultural, não é algo novo. Queremos, portanto, mais que isto. Pensar a religião a partir da interface é reconhecer que não temos campos fechados e seguros, apolíneos, como diria Maraschin. Qualquer pensar relevante acontece justamente, dionisiacamente, na interface, na relação, nas beiradas do mundo, na margem da vida. Segundo DaMatta, é impossível pensar cultura, pelo menos no nosso contexto, de forma linear, com um princípio, um meio e um fim. Cabe-nos, sim, a tarefa de nos pensarmos como um drama, complexo, paradoxal, onde papéis se confundem e histórias e dilemas coabitam num mesmo território. O mesmo podemos dizer a respeito da religião. A mídia, parece colocar toda esta complexidade dramática no ar, virtualmente em cena. Por isso, mais do que temas relacionados, queremos pensar os temas na própria relação, nos inter-, trans- e muti-espaços do pensamento e da própria vida, na busca por respostas, sim, mas talvez, principalmente, na busca pelas melhores perguntas.
Queremos refletir estas e tantas outras questões que o tema nos faz pensar no II Congresso Internacional da EST. Organizamos para isto quinze simpósios temáticos nas mais diferentes áreas e com ampla temática, com mesas-redondas, comunicações, além de palestras com pesquisadores de renome, cine-fórum, salão de pesquisa, apresentações culturais, exposições, espaços interativos, entre outras propostas. Haverá ampla oportunidade, apoiada por uma infraestrutura montada especificamente para o Congresso, de encontro, discussão, planejamento, fomentando criatividade e inovação com qualidade e aprofundamento.
Esperamos cerca de 500 participantes do Brasil, América Latina, América do Norte, Europa, África do Sul, para estar conosco no nosso belo campus, no Morro do Espelho, em São Leopoldo/RS, e região.
As inscrições para comunicações e participação abrem em março de 2014.
Seja bem-vindo, bem-vinda!
- See more at: http://est.edu.br/eventos/visualiza/ii-congresso-internacional-da-faculdades-est#sthash.B8KTFDPr.dpuf
Sabemos que esta relação não é uma relação neutra e despretensiosa. Nunca foi. Há claros interesses de toda ordem, principalmente política, econômica, social e religiosa, que determinam as condições e os impactos da relação. Ao mesmo tempo, nos meandros e nas brechas da relação, algo acontece e espaços de resistência podem ser pensados e articulados.
Tomemos como exemplo o evento da Copa da FIFA, no Brasil, que tem o elemento cultural do futebol, e que a mídia diz ser uma paixão brasileira. Em que medida o próprio futebol não se caracterizaria como uma expressão religiosa e, em que medida, a controvertida Copa do Mundo não estaria assumindo aspectos do religioso? O mesmo zelo, esforço e investimento empreendido na construção dos grandes templos medievais, no passado, são usados hoje na construção de arenas e estádios de futebol, por exemplo. Se estas suspeitas empíricas se confirmam, qual seria o impacto deste fenômeno nas religiões institucionalizadas, como a Igreja? O que tem a Teologia, enquanto voz profética, a ver com o futebol, com a Copa do Mundo e tudo o que circula em torno deste evento esportivo, cultural e midiático, mas também comercial e político?
Uma outra questão que o tema carrega. Pensar a religião na interface com a cultura e a mídia, como fenômeno cultural, não é algo novo. Queremos, portanto, mais que isto. Pensar a religião a partir da interface é reconhecer que não temos campos fechados e seguros, apolíneos, como diria Maraschin. Qualquer pensar relevante acontece justamente, dionisiacamente, na interface, na relação, nas beiradas do mundo, na margem da vida. Segundo DaMatta, é impossível pensar cultura, pelo menos no nosso contexto, de forma linear, com um princípio, um meio e um fim. Cabe-nos, sim, a tarefa de nos pensarmos como um drama, complexo, paradoxal, onde papéis se confundem e histórias e dilemas coabitam num mesmo território. O mesmo podemos dizer a respeito da religião. A mídia, parece colocar toda esta complexidade dramática no ar, virtualmente em cena. Por isso, mais do que temas relacionados, queremos pensar os temas na própria relação, nos inter-, trans- e muti-espaços do pensamento e da própria vida, na busca por respostas, sim, mas talvez, principalmente, na busca pelas melhores perguntas.
Queremos refletir estas e tantas outras questões que o tema nos faz pensar no II Congresso Internacional da EST. Organizamos para isto quinze simpósios temáticos nas mais diferentes áreas e com ampla temática, com mesas-redondas, comunicações, além de palestras com pesquisadores de renome, cine-fórum, salão de pesquisa, apresentações culturais, exposições, espaços interativos, entre outras propostas. Haverá ampla oportunidade, apoiada por uma infraestrutura montada especificamente para o Congresso, de encontro, discussão, planejamento, fomentando criatividade e inovação com qualidade e aprofundamento.
Esperamos cerca de 500 participantes do Brasil, América Latina, América do Norte, Europa, África do Sul, para estar conosco no nosso belo campus, no Morro do Espelho, em São Leopoldo/RS, e região.
As inscrições para comunicações e participação abrem em março de 2014.
Seja bem-vindo, bem-vinda!
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