domingo, 24 de fevereiro de 2013
Chamada de artigos - revista Saeculum
Saeculum - Revista de História
ISSN 0104-8929 - Qualis B2 - Área de História
Sæculum - Revista de História é publicada pelo Departamento de História da UFPB desde 1995 e, a partir de 2004, passou a ser também o periódico do Programa de Pós-Graduação em História da mesma universidade. Desde então sua frequência é semestral, e se trata de uma revista voltada à divulgação e debate de pesquisas no campo da História e da Cultura Histórica e suas diversas interfaces, abrindo espaço para o diálogo entre pesquisadores do Brasil e do exterior. É indexada no DOAJ (Directory of Open Access Journals) e no Latindex.
CHAMADA DE TRABALHOS
N. 30 - jun. 2014
Dossiê História e História das Religiões
Organizadores: Carlos André Macêdo Cavalcanti (UFPB) e Carmen Lícia Palazzo (UniCEUB)
Prazo para envio de artigos: 06/04/2014
FLUXO CONTÍNUO
A revista Sæculum aceita propostas, em fluxo contínuo, para publicação de artigos, comunicações, resenhas, entrevistas e memórias (palestras, depoimentos, documentos e fontes) na área de História, que devem ser enviada apenas eletronicamente, com redação em português, inglês, francês ou espanhol, e cujo(s) autor(es) tenha(m) a titulação mínima de mestre.
OBSERVAÇÃO: a) NÃO SERÃO ACEITAS propostas elaboradas em coautoria entre graduandos ou mestrandos e orientadores; b) NÃO SERÃO ACEITAS propostas contendo mais de 3 (três) autores.
PARA MAIORES INFORMAÇÕES E NORMAS EDITORIAIS: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/srh/index
CONTATO: saeculum@cchla.ufpb.br
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Eleição do Papa: um raio-x do conclave que definirá o substituto de Bento XVI
A prematura necessidade de encontrar um novo papa, após o inesperado anúncio de renúncia do pontifício Bento XVI na última segunda-feira (11/02), orientou, durante a semana, todas as atenções para os possíveis candidatos e o conselho de cardeais que escolherá a próxima autoridade máxima do Vaticano. Denominada “conclave”, a eleição do cardeal que ocupará o posto máximo do Clero deve ter início entre os dias 15 e 20 de março, segundo o Vaticano.

Somente podem participar do conclave os cardeais com idade interior a 80 anos. Devido ao critério, dos 210 elevados ao posto clérigo em todo o mundo, 92 (incluindo Bento XVI, que tem 85 anos) já estão automaticamente excluídos. Ao todo, 117 eclesiásticos têm direito a voto no conclave, já que o ucraniano Lubomyr Husar completará 80 anos antes de 28 de fevereiro, dia em que Bento XVI deixará de ser pontífice.
A média de idade dos 117 cardeais elegerão o novo papa é de 71,9 anos. Ao todo, 50 países estão representados pelo grupo eclesiásticos, também candidatos ao pontificado. Destes, apenas 19 são latino-americanos. O dado mostra uma desproporção quanto à representatividade nos altos postos religiosos do Vaticano, já que a América Latina concentra quase metade dos católicos do mundo.
Entre os latino-americanos, por sua vez, aparecem eclesiásticos de Honduras, Argentina, República Dominicana, Cuba, Chile, Venezuela, Equador, México, Colômbia, Peru e Brasil. Os 19 votos, no entanto, podem ser insuficientes para garantir representação da região na chefia de Estado da Cidade do Vaticano, já que 61 dos eleitores são europeus. Destes, 46% são da Itália, tradicional terra natal do papado, mas que não se vê representada na cume da hierarquia católica há 35 anos.
A Itália tem, de longe, o maior número de candidatos ao posto deixado por Bento XVI. Seus 28 cardeais com menos de 80 anos deixam os Estados Unidos para segundo lugar quanto a maior representação no conselho, com 11 cardeais. O ranking é seguido pela Alemanha, com seis eclesiásticos votantes e Brasil, Índia e Espanha, com cinco cada. A Polônia, país do papa João Paulo II (1978-2005), antecessor de Bento XVI, conta com quatro cardeais eleitores-candidatos.
Os brasileiros que figuram no conselho são Cláudio Hummes, ex-arcebispo de São Paulo e prefeito emérito da Congregação para o Clero, o mineiro Geraldo Majella Agnelo, arcebispo emérito de Salvador, o arcebispo de São Paulo Odilo Pedro Scherer, o atual presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Raymundo Damasceno Assis, e João Braz de Aviz, ex-arcebispo de Brasília.
Leia mais
Dos cinco brasileiros, apenas Scherer e Braz de Aviz possuem menos de 70 anos e se enquadram na “idade ideal” para o papado, descrita por Hummes em entrevista publicada na última quarta-feira no jornal Folha de S. Paulo. “Espero que [o papa eleito] seja um homem mais novo”, afirmou, quando questionado sobre suas chances para o posto. “Tivemos um papa muito jovem, João Paulo II, que foi eleito com 58 anos, e depois um papa muito idoso, o Bento 16, eleito com 78 anos. Espero agora que encontremos a média”, completou.
A preocupação com idade do futuro papa também foi evidenciada na mensagem de renúncia do próprio Bento XVI. Em seu discurso, o eclesiástico alemão afirmou que a Igreja e os novos problemas que a instituição deve enfrentar demandam um alto representante com maior vigor físico. A mensagem indica a necessidade de um jovem para o encargo, o que no caso da igreja católica indica uma idade na faixa da indicada por Hummes, já que não existem cardeais com menos de 50 e poucos anos.
Nascido no Rio Grande do Sul e descendente de alemães, Scherer é considerado, aos 63 anos, como o latino-americano com mais possibilidades de ocupar o posto deixado por Bento XVI. Braz de Aviz, por sua vez, ocupa, aos 65 anos, a maior hierarquia brasileira no Vaticano, como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
Entre os 117 votantes e candidatos a papa, 47 têm idade entre 60 e 70 anos. Destes, 49% são europeus (21,2% italianos), 19% latino-americanos, 15% dos Eua e do Canadá, 10,6% africanos e 6,4% asiáticos. Somente quatro dos 117 religiosos, com idades entre 76 e 79 anos, são cardeais há mais de 20 anos. O número ascende para 50 quando considerados os cardeais nomeados há mais de 10 anos. Neste caso, a idade dos eleitores varia de 60 a 79 anos. Cerca de 35% dos votantes foram elevados ao posto de cardeal a partir de 2010.
A eleição do papa, uma das votações mais herméticas do mundo, é tradicionalmente realizada na Capela Sistina. Sentados em mesas dispostas lado a lado, os cardeais preenchem - de forma individual e secreta - o espaço em branco das cédulas de votação com o nome de um candidato e as depositam em uma urna. Os votos são contabilizados e lidos em voz alta por três cardeais selecionados do grupo. Caso a quantidade de votos não coincida com o número de presentes, as cédulas são queimadas e o processo reiniciado.
No caso de que nenhum candidato obtenha dois terços dos votos, as cédulas são queimadas e uma fumaça negra é expelida pela chaminé do Vaticano. Neste caso, o mundo católico sabe que ainda não terá o nome do futuro papa. Quando um dos cardeais é eleito, o resultado é uma fumaça branca ganhando o céu.
A preocupação com idade do futuro papa também foi evidenciada na mensagem de renúncia do próprio Bento XVI. Em seu discurso, o eclesiástico alemão afirmou que a Igreja e os novos problemas que a instituição deve enfrentar demandam um alto representante com maior vigor físico. A mensagem indica a necessidade de um jovem para o encargo, o que no caso da igreja católica indica uma idade na faixa da indicada por Hummes, já que não existem cardeais com menos de 50 e poucos anos.
Nascido no Rio Grande do Sul e descendente de alemães, Scherer é considerado, aos 63 anos, como o latino-americano com mais possibilidades de ocupar o posto deixado por Bento XVI. Braz de Aviz, por sua vez, ocupa, aos 65 anos, a maior hierarquia brasileira no Vaticano, como prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.
Entre os 117 votantes e candidatos a papa, 47 têm idade entre 60 e 70 anos. Destes, 49% são europeus (21,2% italianos), 19% latino-americanos, 15% dos Eua e do Canadá, 10,6% africanos e 6,4% asiáticos. Somente quatro dos 117 religiosos, com idades entre 76 e 79 anos, são cardeais há mais de 20 anos. O número ascende para 50 quando considerados os cardeais nomeados há mais de 10 anos. Neste caso, a idade dos eleitores varia de 60 a 79 anos. Cerca de 35% dos votantes foram elevados ao posto de cardeal a partir de 2010.
A eleição do papa, uma das votações mais herméticas do mundo, é tradicionalmente realizada na Capela Sistina. Sentados em mesas dispostas lado a lado, os cardeais preenchem - de forma individual e secreta - o espaço em branco das cédulas de votação com o nome de um candidato e as depositam em uma urna. Os votos são contabilizados e lidos em voz alta por três cardeais selecionados do grupo. Caso a quantidade de votos não coincida com o número de presentes, as cédulas são queimadas e o processo reiniciado.
No caso de que nenhum candidato obtenha dois terços dos votos, as cédulas são queimadas e uma fumaça negra é expelida pela chaminé do Vaticano. Neste caso, o mundo católico sabe que ainda não terá o nome do futuro papa. Quando um dos cardeais é eleito, o resultado é uma fumaça branca ganhando o céu.
Fonte: Opera Mundi
Como andam os princípios do Vaticano II?
A assembleia que se reuniu de 1962 a 1965 em Roma trouxe ventos de primavera para o mundo católico. Especialistas avaliam a atual crise na igreja e os ecos do Concílio no mundo
Mauro de Bias
14/2/2013
A assembleia que se reuniu de 1962 a 1965 em Roma trouxe ventos de primavera para o mundo católico, operando reformas e abrindo novas perspectivas. Meio século depois, que saldo restou do otimismo da época? Confirmações, enrijecimentos, mudanças de rota... Especialistas avaliam os ecos do Concílio no mundo atual.
Frei Betto, teólogo
Aqueles que hoje comandam a Igreja Católica conservam uma visão negativa do mundo.
A Igreja Católica se encontra em um impasse. Promoveu o Concílio Vaticano II, quando aprovou importantes mudanças estruturais, mas não levou os documentos à prática após a morte do papa Paulo VI. João Paulo II e Bento XVI simbolizam o empenho em fazer a Igreja retroceder frente ao programa conciliar. Portanto, não penso que haja necessidade de um Concílio Vaticano III, e sim que se apliquem as decisões do Vaticano II.
Aqueles que hoje comandam a Igreja Católica conservam uma visão negativa do mundo (acusado de relativismo de valores); sentem-se incomodados com o pluralismo religioso; insistem em manter, como estrutura básica da instituição, o modelo paroquial, próprio de uma sociedade pré-moderna, na qual relações humanas eram determinadas por proximidade geográfica; miram com desconfiança a mulher, impedida de acesso ao sacerdócio, como ser ontologicamente inferior ao homem; conservam uma visão deturpada da sexualidade, a ponto de condenarem relações sexuais que não tenham como estrito objetivo a procriação dentro do matrimônio; abominam as relações homoafetivas, e têm pouca sensibilidade ao mundo da miséria e da pobreza.
No entanto, dentro dessa mesma Igreja Católica vicejam novos modelos pastorais, como as Comunidades Eclesiais de Base e a Teologia da Libertação, que facilita a releitura da Bíblia pela ótica dos oprimidos e das mulheres.
Ana Maria Tepedino, teóloga (PUC-Rio)
Não conseguimos implementar tudo, mas há renovação dentro das igrejas, com pequenas experiências nos movimentos e comunidades.
Não conseguimos implementar tudo, mas há renovação dentro das igrejas, com pequenas experiências nos movimentos e comunidades.
O Concílio visava a refletir sobre identidade e missão da Igreja Católica, buscar caminhos próprios e, com outras instituições, descobrir o que se poderia fazer pelo mundo. O Vaticano II mudou profundamente a Igreja e suas relações. Havia grande efervescência social, intelectual, política, econômica e religiosa. Diante desse quadro, João XXIII convocou os bispos do mundo inteiro, professores de universidades católicas, movimentos e associações, pastores e teólogos de outras igrejas para dialogar e refletir.
Houve mudanças em relação aos leigos, agora convidados a uma participação maior e mais efetiva na Igreja. Houve mudança na linguagem, menos abstrata e mais metafórica e simbólica, que melhora a compreensão e nos chama a um novo protagonismo. E na hierarquia, a vivência de uma comunhão e corresponsabilidade maior entre os bispos. Surge uma teologia em que a Igreja é povo de Deus em comunhão, e expressa a relação de Pai, Filho e Espírito Santo, entre si e conosco, como modelo na perspectiva de abertura aos outros, da nossa relação com o transcendente, com a natureza e com a realidade.
Muita gente gostaria de um novo concílio. Não conseguimos implementar tudo, mas há renovação dentro das igrejas, com pequenas experiências nos movimentos e comunidades, nas paróquias, nas organizações eclesiais, nas obras em que os responsáveis agem com seus dons pessoais, fazendo caminho para a experiência de Deus (espiritualidade).
Padre Sérgio Costa Couto (Arquidiocese do Rio de Janeiro)Encontramos muito progresso, mas aqui e ali alguma coisa descarrilou. Devemos retomar seus textos, que ainda têm muito a nos falar.
“Poucas vezes, ao longo de sua história, teve a própria Igreja, e todos os observadores de boa vontade, tão forte sensação de ser movida por uma grande esperança”. Esta observação otimista foi de Joseph Lortz, em 1965. Não é apenas a palavra de um historiador sério que reflete sobre a documentação, mas o ânimo de um padre que vivia aquele momento do Concílio Vaticano II. Segundo historiadores e testemunhas, o clima de universalidade superava as divergências.
Os documentos, acaloradamente discutidos e emendados, eram por fim aprovados com maiorias espantosas: mais de 2.000 votos contra três ou quatro, por exemplo! Contudo, a Igreja também vive no seu tempo. Não conseguimos evitar as influências do “mundo”. Algumas são melhores do que outras. Em 1968, em pleno processo de aplicação das disposições conciliares, somos atingidos por um ambiente de revolução. Os documentos eram cada vez menos lidos, superados por um “espírito do concílio”, que, como jovem rebelde e inconsequente, recusava a própria e milenar herança.
Nestes 50 anos, encontramos muito progresso, mas aqui e ali alguma coisa descarrilou. Devemos retomar seus textos, que ainda têm muito a nos falar. No Vaticano II, temos uma orientação para nossa época, como o Concílio de Trento o fez para a sua. Durante os pontificados de Paulo VI, João Paulo II (sobretudo) e Bento XVI não faltaram documentos urgindo, corrigindo e exortando, segundo a necessidade do momento. Quantos os conhecem? Penso ser este o problema de nosso tempo: a Igreja se expressa, mas a sua expressão chega fragmentada; cada um lê o que quer. Nossa missão é apresentar a fé cristã ao homem de hoje, mas fazê-lo com tranquilidade e sem esconder que algumas de suas exigências podem pesar, mas nunca serão impossíveis com a graça de Deus.
Leia também:
Novos rumos para velhos dogmas - O Concílio Vaticano II tentou manter o catolicismo sintonizado com um mundo que mudava vertiginosamente. Mas terá sido bem interpretado?
Fonte: Revista de História
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Chamada de artigos - Ciencias Sociales y Religión/Ciências Sociais e Religião
Caros leitores,
Convidamos os pesquisadores a submeterem artigos para as próximas edições
da revista Ciencias Sociales y Religión/Ciências Sociais e Religião
(CS&R). O prazo para apresentação de trabalhos é 10 de abril de 2013.
Para submeter artigos a esta revista, entre na página e siga os passos:
http://www.ufrgs.br/revistacsr
Gracias por tu interés en nuestro trabajo.
Obrigado por seu interesse em nosso trabalho.
Daniel Alves, Editor-Gerente
cienciassocialesyreligion@gmail.com
_________
Sobre a revista:
A religião se apresenta como um tema clássico de estudo e pesquisa na
área das Ciências Sociais e Humanas. Sua longa duração histórica a
torna um fato social diversificado e de grande atualidade, que exige
aprofundamento e pesquisa constante. A Associação de Cientistas Sociais da
Religião do Mercosul é hoje uma referência regional e continental na
área dos estudos da religião, tendo em seu periódico, Ciencias Sociales y
Religión/Ciências Sociais e Religião, um importante veículo de
divulgação de pesquisas sobre o campo religioso nos países da América
Latina e/ou sobre a religião de populações de migrantes latino-americanos
em outros continentes.
___________
Ciencias Sociales y Religión/Ciências Sociais e Religião
http://www.ufrgs.br/revistacsr
ISSN impresso: 1518-4463
ISSN on-line: 1982-2650
sábado, 26 de janeiro de 2013
RELIGIÓN, POLÍTICA Y CULTURA EN AMÉRICA LATINA NUEVAS MIRADA
Disponível para download - clique aqui para baixar o arquivo
Índice
INTRODUCCIÓN
1. Religión, cultura y política en América Latina: nuevos enfoques
Cristián Parker G.
PRIMERA PARTE
UNA MIRADA GLOBAL AL CAMPO RELIGIOSO
LATINOAMERICANO
2. Las dos transiciones futuras: Católicos, Protestantes y Sociedad en América Latina
Paul Freston
SEGUNDA PARTE
IGLESIAS EVANGÉLICAS, POLITICA Y SOCIEDAD
3. Igrejas evangélicas como agentes de transformação social em Natal-Rio Grande Do Norte (RN), Brasil
Orivaldo Pimentel Lopes Jr. y Dannyel Brunno Herculano Rezende
4. Saliendo del “refugio de las masas”: evangélicos chilenos y compromiso social (1990-2010)
Eugenia Fediakova
5. “Lo imposible es real”: Apuntes en torno a la particitación del MIRA en el campo político colombiano
Bibiana Ortega Gómez
TERCERA PARTE
LOS CATOLICISMOS Y SUS DINÁMICAS POLITICAS,
SOCIALES Y CULTURALES
6. Política y Catolicismo en el Gobierno del Dr. Kirchner: recomposición y disputa del poder simbólico
Fortunati Mallimaci
7. Articulações entre o político e o religioso: um estudo de caso da Sociedade Brasilera de defensa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) (1960-1995)
Gizele Zanotto
8. Novas formas de afirmação de cidadania na Amazônia oriental brasileira: Comunidades Eclesiais de Base (CEBS), camponeses e quilombolas
Raymundo Heraldo Maués
9. Religiosidad popular y medios de comunicación en argentina: entre la devoción y el rating
Eloisa Martin
CUARTA PARTE
INTERCULTURALIDAD, ETNICIDAD, IDENTIDADES Y
RELIGIÓN
10. Religião e etnicidade: novas sensibilidades num mundo multicultural
Irene Dias de Oliveira
11. Reconocimiento y diálogo intercultural entre religiones
Ricardo Salas
12. Migración, adscripción religiosa y cambio cultural
Oscar Osorio Pérez
13. Comunidad Nueva Israel: religión, memoria, Singularidades culturales, dialogicidad y conflicto
Nicolás Guigou
QUINTA PARTE
RELIGIÓN Y MEDIO AMBIENTE
14. Religión y cambio climático: incidencia de lo religioso en las representaciones del medio ambiente
Cristián Parker
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
III Jornadas RELIGAR-SUR - Primeira Circular
Con el apoyo de
Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas
Agencia Nacional de Promoción Científica y Tecnológica
26, 27 y 28 DE JUNIO DE 2013
Museo Roca
Vicente López 2220
Ciudad Autónoma de Buenos Aires
Primera Circular:
Las III Jornadas RELIGAR-SUR se proponen una vez más contribuir a la
difusión de las novedosas y significativas investigaciones que vienen
desarrollándose en nuestro campo de estudios en los últimos años por
parte de los colegas argentinos y latinoamericanos. Sin embargo, desde
las jornadas anteriores hemos decidido abrir este espacio al diálogo con
las últimas producciones que también se están llevando a cabo en los
espacios académicos europeos y de América del Norte.
A partir del caso argentino y desde la disciplina histórica nos interesa
conocer y confrontar nuestros aportes con los que se generan desde
otras disciplinas de las Ciencias Sociales, particularmente con aquellas
que ponen el acento en el cruce de las dinamicas propias del campo
religioso y aquellas que derivan de las ideas y prácticas de la esfera
política. Esta perspectiva significa una apuesta fuerte a recuperar una
mayor fluidez en el diálogo intelectual entre la Argentina, América
Latina y el resto del mundo, principalmente con aquellos países que se
muestran más innovadores en materia de su estímulo al trabajo científico
y que tienen una tradición historiográfica de reconocida solidez en la
materia de nuestro interés. Asimismo, significa la interpelación a
pensar las problemáticas del campo religioso latinoamericano desde las
lecturas comparativas, las historias conectadas y la noción de
transferencias culturales, lo cual implica subrayar el lugar de nuestra
región dentro de un mundo globalizado con el que se interrelaciona en
forma constante. Estamos convencidos de la necesidad de abandonar las
perspectivas asilacionistas en materia cultural, tanto como aquellas que
acentúan las supuestas e insuperables diferencias de América Latina con
el mundo moderno occidental, a partir de un supuesto esencialismo que
explicaría, por ejemplo, el fracaso de los proyectos modernizadores en
sus diferentes etapas históricas. Lo mismo respecto a la supervivencia
de prácticas religiosas reñidas con los valores de las libertades laicas
y pasivas frente al poder de las instituciones de matriz
tradicionalista. Consideramos que ninguna generación de conocimiento
científico riguroso y original será posible si no fomentamos y
consolidamos nuestro intercambio con el que se elabora en otros centros
internacionales movidos por fines similares. Es por ello que nuevamente
estas jornadas propondrán una serie de ejes temáticos que hallamos como
los más provocativos y candentes para los estudios de los fenómenos
religiosos en el mundo contemporáneo y sobre todo de aquellos de
resolución problemática para los gobiernos y las sociedades que los
involucran.
La reunión tiene como principales objetivos:
Profundizar el análisis de los estudios referidos a la incidencia de los
factores generados en el campo religioso y su impacto en los procesos
sociales contemporáneos en la Argentina, países del Cono Sur y del área
latinoamericana en general.
Intensificar el estudio de las perspectivas comparativas de los fenómenos religiosos, a partir del caso argentino.
Contribuir a pensar las problemáticas del campo religioso argentino y
latinoamericano inserto en un mundo globalizado y en permanente
interrelación, abandonado posturas a priori aislacionistas desde el
punto de vista cultural.
Propiciar un espacio de diálogo y discusión orientado a dar continuidad y
ajustar la reflexión sobre los alcances de los marcos teóricos
utilizados por la disciplina histórica y otras disciplinas de las
Ciencias Sociales (Sociología; Antropología, Geografía y Ciencia
Política) con la idea de favorecer las investigaciones que privilegien
los análisis de tipo interdisciplinario referidos al campo religioso.
Fomentar la concienticación acerca de la importancia del conocimiento
generado en los espacios académicos especializados en la temática
religiosa, la planificación de políticas públicas, la creación de
“observatorios de laicidad” y de encuestas rigurosas que evalúen los
índices de laicidad y secularización de distintas sociedades con el fin
de favorecer el fortalecimiento de una cultura política democrática cada
vez más en concordancia con el respeto por las libertades individuales.
Incentivar la articulación entre los debates del campo académico y los
de la agenda de las políticas públicas en relación a la cuestión de la
laicidad del Estado y los derechos sexuales y reproductivos.
-Comité cientifico:
Responsable general: Dra. Claudia Touris (UBA-UNLu)
Responsable ante CONICET: Dra. María Andrea Nicoletti (CONICET-GERE)
-Comité organizador: (Grupo Responsable RELIG-AR)
Dra. Paula Seiguer (CONICET-UBA)
Dra. Karina Felitti (CONICET-UBA)
Dra. Jessie Jane Vieira de Sousa (UFRJ)
Dr. Omar Acha (CONICET-UBA)
Dr. Esteban Campos (UBA)
Mg. Daniel Bargman (UBA)
Prof. Elena Scirica (UBA)
Lic. Iris Schkolnik (Becaria CONICET)
Prof. Florencia Contardo (UBA)
Lic. Sebastián Pattin (UBA)
- Consejo Académico:
Dra. Dora Barrancos (CONICET-UBA-UNQ/Argentina)
Dr. Fortunato Mallimaci (CEIL- CONICET/Argentina)
Dr. Pablo Wright (CONICET-UBA/Argentina)
Dra. Patricia Fogelman (CONICET-UBA-UNLu/Argentina)
Dra. Mariela Ceva (CONICET-UNLu/Argentina)
Dr. Daniel Levine University of Michigan/E.E.U.U.)
Dr. Maurilio Guasco (Universitá degli Studi del Piemonte Orientale/Italia)
Dr. Olivier Compagnon (IHEAL- Sorbonne Nouvelle-Paris III/ Francia)
Dr. Philippe Portier (GSRL- EPHE/Francia)
Dra. Renée de la Torre Castellanos (CIESAS/México)
Dra. Solange Ramos de Andrade (UEM- Brasil)
Actividades:
Paneles y conferencias:
La reunión contará con la presencia de reconocidos invitados extranjeros
y nacionales que participarán en paneles y conferencias distribuidas a
lo largo de los tres días de las jornadas.
Especialistas invitados (confirmados): Dr. Fernando González
(CONACYT-UNAM-México), Dr. José Rogério Lópes (UNISINOS-Brasil), Dra.
Gizele Zanotto (UPF- Brasil), Dr. Pablo Wright (CONICET-Argentina), Dra.
Martha Topel (USP- Brasil).
Especialistas invitados (a confirmar): Dr. Sebastien Fath (GSRL-Francia).
Mesas de expositores:
Funcionarán mesas tematicas abiertas a la participación de
investigadores nacionales y extranjeros. Los ejes temáticos propuestos
inicialmente (y sujetos a los cambios reorganizativos en función de los
resúmenes efectivamente recibidos) son los siguientes:
1) Proyectos intelectuales, debates y conflictos en el campo religioso contemporáneo.
2) Minorías religiosas, etnicidad y cuestión nacional en la Argentina en los siglos XIX y XX.
3) Religión, Arte y modernidad en la Argentina y América Latina.
4) Mujeres, religiones y sociedad en América Latina en el siglo XX.
5) Imaginarios y prácticas socio-religiosas de los grupos católicos
tercermundistas e integristas en escenario post-conciliar en la
Argentina.
6) Iglesias y dictaduras en América Latina en las décadas del ’70 y ’80.
7) Religiones, políticas públicas y derechos sexuales y reproductivos en América Latina.
8) Perspectivas actuales del estudio de la religión en el campo de la Historia y las Ciencias Sociales.
9) Nuevas formas de creencias y prácticas religiosas (devociones populares, turismo religioso, imágenes y nuevas teconologías).
10) Historia, Religión y Patrimonio en América Latina siglos XIX y XX.
11) Identidades religiosas, sociabilidad y procesos de “reconversión” en el judaísmo contemporáneo.
12) Tradicionalismo y secularización en las sociedades islámicas actuales.
13) Teología Política, sociedad e Historia en el siglos XX.
14) Creencias religiosas, Ciencia y prácticas sociales en los siglos XIX y XX.
15) Taller vinculado: “Modernidad, secularización y poder.”
14) Creencias religiosas, Ciencia y prácticas sociales en los siglos XIX y XX.
15) Taller vinculado: “Modernidad, secularización y poder.”
Coordinadora responsable ante CONICET: Dra. Patricia Fogelman (CONICET-GERE)
Especialistas invitados (a confirmar): Dr. Felipe Gaytán Alcalá
(Universidad de La Salle /México); Dr. Roberto Arriada Lorea (Escola da
AJURIS/Brasil), Dra. Solange Ramos de Andrade (UEM- Brasil) y Dr. Juan
Esquivel (CEIL-CONICET).
Presentación de Libros:
Espacio dedicado a presentar el libro: Claudia Touris (editora). Dilemas
del catolicismo contemporáneo en Europa y América Latina. Rosario.
Prohistoria ediciones, 2013.
Fechas para presentación de trabajos:
Límite para la recepción de resúmenes: 1 de marzo de 2013.
Límite para la recepción de ponencias: 15 de mayo de 2013.
En el encabezado de los resúmenes y ponencias/comunicaciones deberá constar:
Autor/es:
Título:
Área/s temática/s sugerida/s:
Universidad o Institución de pertenencia:
E-mail:
Presentación de resúmenes: se solicita una extensión mínima de 500
palabras y un máximo de 600. Letra Arial 12, a espacio y medio. Deberán
remitirse por correo electrónico a la siguiente dirección:
religarsur@gmail.com
Presentación de trabajos: letra Arial 12, espacio y medio, y no podrán
superar los 40.000 caracteres (con espacios). Notas a pie, en Arial 10 y
a espacio sencillo.
Aranceles:
Expositores nacionales (argentinos): $ 300-
Expositores extranjeros: u$s 170-
Asistentes argentinos (sin ponencia): $150-
Asistentes extranjeros (sin ponencia): u$s 100-
Asistentes estudiantes de grado de Filosofía y Letras de la UBA (con
libreta universitaria): exentos Asistentes estudiantes de grado (con
libreta universitaria) de otras universidades de la argentina: $ 100-
Asistentes estudiantes de grado (con libreta universitaria) de otras universidades del exterior: u$s 60-
Las consultas serán respondidas por los miembros del Comité Organizador y
la información actualizada podrá consultarse en el blog site de
RELIG-AR: http://religargrupo.blogspot.com.ar
Mail de contacto: religarsur@gmail.com
sábado, 19 de janeiro de 2013
Assinar:
Postagens (Atom)


